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A escoliose do adulto

 

A escoliose é muito mais prevalente em adultos. Dependendo do estudo, a incidência de escoliose adulta varia entre 12 e 32% (6). Uma coisa é certa: quanto maior a idade, maior o número de casos notificados. As estatísticas incluem casos diagnosticados na infância e adolescência com progresso na vida adulta, bem como os casos diagnosticados entre os adultos com 50 anos ou mais .

Dois fatores importantes distinguem a escoliose adulta da escoliose do adolescente:
dor frequente e distúrbios neurológicos. E devido à compressão da medula espinal e das raízes dos nervos podem incluir:


        claudicação neurogênica
        dor nas costas
        dor na perna
        hipoestesia ou anestesia do períneo
        fraqueza dos músculos da perna
        diminuição dos reflexos osteotendinosos
        incontinência

A escoliose do adulto é bem diferente da escoliose em uma criança ou adolescente. As metas de tratamento são muitas vezes diferentes, assim como a localização das curvas. A deformidade em um adulto pode estar presente desde a infância, adolescência ou pode ser o resultado do processo de envelhecimento (*Figura). Em adultos, é comum em todas as regiões da coluna vertebral, incluindo o pescoço (região cervical). Enquanto a escoliose em crianças é muitas vezes descoberta durante uma triagem ( não aqui no Brasil ainda, infelizmente), nos adultos é normalmente descoberta quando a dor ou o desconforto exige uma visita ao médico. Além da dor nas costas, os pacientes podem ter dor irradiando para as pernas. O tratamento da escoliose em adultos se concentra na restauração da função e alívio da dor em combinação com a correção da curvatura da coluna vertebral.

A escoliose do adulto refere-se a curvaturas anormais (tridimensionais) da coluna vertebral em pacientes que tenham completado o seu crescimento. Assim, elas são vistas em homens e mulheres com idade superior a 18 anos, no entanto a faixa etária dos pacientes que procuram tratamento para escoliose adulta e outras deformidades varia muito. Com a expectativa de vida aumentando associada a estilos de vida mais ativos, o número de idosos que necessitam de tratamento também subiu. Ao contrário do paciente mais jovem ou adolescente com uma deformidade da coluna, o idoso se apresenta com um conjunto completamente diferente de problemas e desafios para a equipe multidisciplinar que o tratará.

Causas

 

Há muitas causas diferentes da escoliose do adulto. As variedades mais comuns incluem a escoliose idiopática que já estava presente durante a adolescência e tornou-se pior durante a vida adulta, e a  que começou na vida adulta, de origem degenerativa (desgaste): alterações na coluna e deformidades que se desenvolveram mais tarde na vida. Outras causas menos freqüentes incluem curvaturas devido à osteoporose (ossos quebradiços), fraturas da coluna vertebral devido a um acidente, espondilolistese (vértebras com deslizamento) e, raramente, infecções e tumores da coluna vertebral.

 

Os limiares de alerta ou os pontos de atenção

O principal objetivo do tratamento para escoliose através da prescrição de coletes ortopédicos associados a exercícios específicos não é endireitar a coluna deixando-a “reta”, mas chegar na idade adulta com uma curva que garanta uma boa qualidade de vida (pelo menos razoável) e não crie problemas na fase adulta (dor e deterioração), juntamente com uma estética aceitável.
Tudo isto é normalmente obtido quando a curva fica abaixo de 30 °.

Os dados que temos sobre escoliose na idade adulta, de fato, mostram que as curvas que estabilizaram abaixo dos 30º, são na sua grande maioria estáveis.
Nestes casos geralmente não é necessário fazer qualquer terapia específica, apenas um esporte praticado com regularidade.
Apenas por precaução recomenda-se  verificações a cada 5 -10 anos se a curva for
superior a 20 °, uma vez que, curvas muito pequenas podem evoluir ainda que muito raramente.

Quando a escoliose é mais importante (mais de 30 °, mas inferior a 50 °), devemos considerar que a escoliose esteja estável até que se prove o contrário, por isso é necessário fazer uma projeção, com o propósito do orçamento, de verificações periódicas regularmente (a cada 12, e
máximo de 24 meses), com um especialista em escoliose que tomará medidas para monitorar a situação, os raios-x pode ser feitos a cada 5 anos ou mais e o controle é igualmente eficaz.
Se os controles documentarem um agravamento, podem ser úteis para definir um plano de
exercícios específicos desenvolvidos por profissionais especialistas e experientes e por isso conhecedores para que seja possível manter a situação estável.
A deterioração, se ocorre, é muito lenta, meio grau ou um grau por ano, e, usualmente em mulheres são mais comuns na menopausa. Outro período crítico pode ser gravidez, durante o qual exercícios específicos, nestes casos, sempre recomendados.

Na escoliose grave (acima de 50 °), se for decidido não fazer cirurgia, deve-se  definir planos de exercícios fisioterapêuticos específicos para executar de forma consistente já que o risco de deterioração é concreto na idade adulta.
Problemas relacionados à escoliose são  o risco de dor nas costas, o risco de deterioração das estruturas vertebrais, o impacto estético, os problemas de carga visceral dos órgãos internos (os últimos são geralmente afetados apenas nas curvas de mais de 70 ° e aqueles provenientes de infância).


O colete ortopédico

O colete para o adulto não será útil  se o objetivo for reduzir os graus da escoliose, pois a fase de crescimento ósseo já passou. As únicas exceções são os adultos jovens, onde os ligamentos não estão tão rígidos e o osso e a massa muscular ainda não terminaram de crescer. Até 25 anos ou mais, você ainda pode fazer tentativas de reduzir (resultados obtidos no ISICO estão sendo preparados para publicação).
Na terceira idade só deve ser proposto se não forem encontradas outras soluções e mesmo assim com muita cautela, dada a baixíssima tolerabilidade.

 

O SistemaSpineCor

Muito recentemente, este colete elástico foi proposto e utilizado para aliviar a dor também
em adultos.
Os primeiros resultados são encorajadores, e essa hipótese terapêutica pode ser considerada, como específica para escoliose.

 

OBS/ Esse sistema ainda não está disponível no Brasil.


Esportes

Não há dados na literatura que realmente assegurem os efeitos nocivos dos esportes para os portadores de escoliose, mas o bom senso deve estar presente na escolha do tipo de esporte.
Dentre as atividades que não são recomendadas estão as que “amaciam” e tornam a coluna muito elástica, se ativas ( esportes que exijam muita maleabilização e extensão da coluna ou as que sobregarreguem a coluna longitudinalmente, causando com isso compressão axial na coluna que por estar desalinhada sofrerá cargas desiguais e desgastes nocivos) ou passivas (manipulações intensas da coluna  por vários anos).
E, se a curva de escoliose for superior a 30 °, é bom consultar um especialista, principalmente se você está fazendo atividade física intensa (mais de duas vezes por semana) para identificar quaisquer contra-indicações, e neste momento você poderia descobrir com surpresa que a natação pode ser contra-indicada se não for acompanhada  por programa de exercícios específicos de estabilização para a coluna.


Cirurgia

A cirurgia é muito exigente e os riscos de complicações bastante elevados, em torno de 5%. O objetivo da intervenção é o de impedir o agravamento da escoliose, ao custo da perda de movimento da parte de trás da cirurgia. Quando se torna inevitável é uma terapia invasiva (cruenta), mas muito eficaz.

  
- A escoliose em adultos pode ser reduzida através de exercícios específicos SEAS: relato de caso.
Link  http://www.scoliosisjournal.com/content/3/1/20

- Exercícios SEAS revertem a progressão da escoliose adulta: um estudo retrospectivo de longo prazo.


Link http://www.scoliosisjournal.com/content/4/S1/O55
(O artigo descreve em detalhes os dados deste resumo que estão sendo avaliados
em uma das mais importantes revistas internacionais)

Escoliose do Adulto

*Figura: A) escoliose em adulto presente desde
adolescência. B) A coluna lombar vista de frente em um Raio-X mostrando escoliose degenerativa (escoliose decorrente de  processo de envelhecimento).

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